quarta-feira, 2 de abril de 2014

Arte do Século XIX no Brasil - Influência da Escola Conservadora Europeia

Século XIX no Brasil: A Influência Estrangeira

O início do século XIX no Brasil é marcado pela vinda da família real portuguesa, que pretendia ficar de fora do conflito entre a Inglaterra e a França, governada por Napoleão. Dom João VI e uma comitiva de milhares de pessoas desembarcaram na Bahia em 1808 e no mesmo ano transferiram-se para o Rio de Janeiro.

Chega a Missão Artística Francesa

Chefiada por Joachim Lebreton, a Missão Artística Francesa chegou ao Rio de Janeiro em 1816, oito anos depois da família real. Dela faziam parte, entre outros artistas, Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Baptiste Debret e Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny. Em agosto de 1816, o grupo organizou a Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios, transformada, em 1826, na Academia Imperial de Belas-Artes. 

Taunay: a paisagem brasileira do século XIX

Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) é um dos nomes mais importantes da Missão Francesa. Na Europa, participou de várias exposições e foi muito requisitado para pintar cenas de batalhas napoleônicas. Nos cinco anos que aqui ficou, pintou cerca de trinta paisagens do Rio de Janeiro e regiões próximas (Fig. 11 – Morro de Santo Antonio (1816). Museu Nacional de Belas-Artes, RJ). 

Debret: os costumes brasileiros do século XIX

Com trabalhos muito reproduzidos nos livros escolares, Jean-Baptiste Debret (1768-1848) é o artista da Missão Francesa, mais conhecido pelos brasileiros. Na Europa já era um artista premiado e pintava quadros com temas relacionados a Napoleão. 
Debret ficou no Brasil até 1831 e produziu uma obra imensa: retratos da família real, cenários para o teatro São João e trabalhos decorativos para festas públicas e oficiais, como as solenidades que envolviam Dom João VI. Foi professor de Pintura Histórica na Academia Imperial de Belas-Artes e realizou a primeira exposição de arte no Brasil, em 1829. 
O artista produziu inúmeros desenhos e aquarelas*, mais tarde reproduzidos em seu livro Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, publicado em Paris entre 1834 e 1839. Neles é possível conhecer paisagens e costumes da época (Fig. 12 e 13 – de Debret).

Os primeiros estudantes da Academia

Entre os primeiros alunos, o gaucho Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-1879). Aí desenvolveu seu talento no desenho, na pintura, na caricatura. Mais tarde, foi professor de desenho e pintura, crítico de arte, poeta, escritor e teatrólogo. Quase trinta anos depois, tornou-se diretor da Academia. Grande incentivador das atividades da academia. Mas os dois estudantes da instituição que mais se destacaram foram August Muler e Agostinho José da Mota. 
O alemão August Muler (1815-1883) veio para o Rio de Janeiro ainda criança. Sua obra abrange pinturas históricas, retratos (Fig. 16 – Retrato em azul – Baronesa de Vassouras, 150 x 94 cm. Museu Imperial RJ) e paisagens. Agostinho José da Mota (1824-1878) começou a freqüentar a academia em 1837 e tornou-se famoso como pintor de paisagens. Foi o primeiro artista brasileiro a ser premiado com uma viagem à Europa, em 1850. Pintou também naturezas-mortas, tema em que igualmente se destacou.

Fonte: PROENÇA, Graça. História da arte. Ed. Ática, São Paulo, 2008.

Algumas obras que ficaram conhecidas neste período:

 A Batalha de Avaí, 6×11m, 1877, Museu Nacional de Belas Artes – Pedro Américo de Figueiredo e Melo

 Moça com o Livro - José Ferraz de Almeida Júnior

 O violeiro - José Ferraz de Almeida Júnior

 Independência ou Morte!, também conhecido como O Grito do Ipiranga, 4,15×7,6m, 1888, Museu Paulista – 1888 - Pedro Américo de Figueiredo e Melo

 Batalha de Guararapes, 1879. Museu Nacional de Belas Artes - Victor Meirelles

 A primeira missa no Brasil, 1861, sua obra mais celebrada. Museu Nacional de Belas Artes -Victor Meirelles


A rabequista árabe, 1884, Museu Nacional de Belas Artes - Pedro Américo de Figueiredo e Melo

Entre tantas outras obras e artistas que se destacaram!

Na Prática


Os alunos da 3ª série 01 do Ensino Médio juntamente com a Professora Letícia que leciona Arte, para melhor compreender e aprender sobre este período da história da arte realizaram uma ressignificação (releitura) de algumas destas importantes obras. Criando novas técnicas e olhares sob a obra do artista.

Veja como ficaram alguns destes trabalhos:

(Clique na imagem desejada para ampliar)



















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